Pesquisar este blog

sexta-feira, 23 de outubro de 2015

Criminalista, Escritor, Blogueiro e Roteirista

Olá Pessoal!

Peço licença a todos (inclusive ao Luciano Filizola) para invadir esta coluna! :) 

Em nosso Blog, às sextas-feiras, temos a coluna do Luciano que já tem suas centenas de leitores cativos. Entretanto, hoje (e apenas hoje) invadi este espaço por um motivo: vou escrever um pouco sobre ele.

Que ele é blogueiro e apaixonado por quadrinhos todos já sabem. Mas, recentemente, tivemos uma grata surpresa ao descobrir que nosso companheiro de blog é também um excelente roteirista de quadrinhos.

Nesta minha invasão ao blog (quase uma invasão pirata) vamos conhecer "Piratas e Corsários". Essa revista nasceu da ideia de criar um selo Lendas e Aventuras em que, inicialmente, haveria 4 revistas contando aventuras em Paraty em épocas diferentes.

A primeira sobre piratas, a segunda na década de 1940 sobre lendas e aventuras vividas por um arqueólogo, outra antes do descobrimento do Brasil, cuja protagonista é uma indiazinha e a quarta se passando nos dias atuais com garotos durante um feira cultural na cidade.

Apenas a primeira ficou pronta! Os magníficos desenhos foram feitos por Giovani (um amigo do Luciano) que infelizmente faleceu logo após a conclusão da obra. Ele (Giovani) era um grande desenhista com obras publicadas como, por exemplo,  o Crânio (personagem do qual escreveremos, em breve, aqui no blog). As cores ficaram por conta do igualmente talentoso Eduardo Longo.

O triste falecimento de Giovani dificultou o prosseguimento do projeto mas ficamos na expectativa de termos um hábil desenhista, entre nossos milhares de leitores, que se interesse em dar continuidade ao trabalho.

Em minha coluna de domingo irei comentar (agora sem invadir o espaço alheio) um outro personagem e roteiro criado pelo Luciano - o Metamorfose!


Em breve estaremos divulgando, aqui no blog, a fanzine na íntegra!

Aqui vai uma "palhinha" da revista! :)





quinta-feira, 22 de outubro de 2015

ABRAHQ promove tarde de COSPLAY na Gibiteca Edmundo Rodrigues

Olá Pessoal!

No dia 30 de outubro a Academia Brasileira de Histórias em Quadrinhos irá promover uma Tarde de Cosplay na Gibiteca Edmundo Rodrigues.

A Gibiteca está localizada na Universidade Estácio de Sá - Campus João Uchoa (Rua do Bispo, 83 - Rio Comprido - Rio de Janeiro -RJ).

Para entrar basta vir caracterizado como seu personagem favorito e trazer um quilo de alimento não perecível!





segunda-feira, 19 de outubro de 2015

Pesquisador do NuPeQ dá Entrevista para o Jornal O Estado

O fundador e coordenador do Núcleo de Pesquisas em Quadrinhos - NuPeQ (do qual fazemos parte :)  ), Prof. Dr. Nataniel dos Santos Gomes foi entrevistado pelo Jornal O Estado (Mato Grosso do Sul) sobre "o nascimento dos quadrinhos, a transformação do gênero, o seu conteúdo político e social, o “boom” de adaptações para os cinemas, entre outros assuntos".

Parabéns Nataniel! :)

Clique AQUI e leia a entrevista na íntegra!



sábado, 17 de outubro de 2015

Halo Jones e o lugar das mulheres nos quadrinhos


Bem, todos já sabemos que os quadrinhos, infelizmente, ainda é um universo masculino, tanto de leitores como na indústria, salvo raras e bem vindas exceções, a presença da mulher só é mais comum nas próprias histórias. Porém, como elas são retratadas?

Ao ler tardiamente Halo Jones do genial Alan Moore e desenhada por Ian Gibson comecei a prestar maior atenção sobre essa questão. E confesso que iniciei minha leitura tomado por meus preconceitos e ficando desapontado, pois, imaginava grandes aventuras espaciais vividas por uma jovem num futuro caótico, porém me deparei com uma mulher vivendo uma vida comum. Só então comecei a perceber que o autor não estava querendo criar mais uma heroína irreal e estereotipada! E foi aí que ela me pegou.
Mas, antes de analisar a obra, vamos fazer uma pequena análise das personagens femininas nos quadrinhos. Na chamada era de ouro, na maioria das vezes, elas não passavam de donzelas em perigo, da Olivia Palito à Jane do Tarzan, sendo os interesses românticos, porém de pouca ação e de inteligência medíocre, no período da chamada primeira onda do feminismo que visava, principalmente, a igualdade de sufrágio ainda no início do século XX.

E então chegaram os heróis e, consigo, as super-heroínas, numa resposta à segunda onda do feminismo, buscando-se a igualdade de direitos e oportunidades no mercado de trabalho. Porém, a mulher ainda está confusa, perdida, como a mulher maravilha que chega no mundo dos homens sem entender muito bem suas regras e Sue Richards, ainda amparada pela família do Quarteto Fantástico. Com poderes para fazer a justiça, sim, mas retratados de forma mais passiva, como fica bem representados por seus símbolos e habilidades, como os braceletes, ficar invisível ou ter um escudo de força, fica claro que ainda não são muito “perigosas” e precisam ser protegidas.
Uma outra presença da mulher é como parceira ou como “cópia” ou versão feminina de um herói masculino, como a mulher aranha, batgirl, supergirl, mulher hulk e várias outras que representam a tentativa da mulher se igualar ao homem tentando mimetizá-lo, perdendo sua identidade, refletindo uma prática que muito se repetiu no cotidiano, principalmente no mercado de trabalho.

Na nova fase, no final da década de 70 e início dos 80, com a sociedade já abraçando as mulheres elas passam a ser objeto de desejo mais declarado e sua presença é mais estereotipada. O culto ao corpo e o mercado da beleza faz surgir heroínas “bombadas”, lindas e com corpos esculturais. Heroínas não podem ser feias. Isso fica ainda mais claro nos anos 90, com um modelo definido pela editora Image e artistas como Jin Lee que abusam de poses sensuais e rostos perfeitos, embora todos iguais, período esse que se inicia a terceira onda do feminismo em que se discute a necessidade da mulher ser respeitada como mulher e não como um homem imperfeito ou objeto sexual.
E é nesse ponto em que chega Halo Jones.

A história foi publicada em doses homeopáticas mensalmente na revista inglesa 2000 AD por quase dois anos formando 3 arcos narrativos: no primeiro, Halo vive num planeta decadente, sem perspectivas, sonhando um dia viajar numa grande nave para os confins do Universo. Embora sem família ela vive com amigas, ora de forma alienada em baladas, ora lutando para conseguir comprar comida num mercado. Aqui temos a mulher sonhadora que se preocupa apenas com sua subsistência e prazeres fugazes.

No segundo arco ela consegue um emprego numa grande nave (espécie de transatlântico do espaço) e passa a viajar pelo Universo. E então ela vê que  a vida fora de sua zona de conforto também não é tão fácil. O trabalho é duro e pouco valorizado. Numa passagem ímpar ela conhece uma pessoa que perdeu sua identidade, pois por já ter trocado de sexo tantas vezes não mais sabia se era homem ou mulher e como ela não mais se enxergava como pessoa, na maioria das vezes, também era invisível para os demais.

Ao final do arco, Halo está na miséria e alcóolatra, quando decide se alistar no Exército, rendida pelas promessas de uma vida ilustre e um belo uniforme, mas o que ela consegue é ser tratada como lixo e colocada para lutar em guerras que não eram dela.

Nesse terceiro arco, ela é levada à pior zona de guerra da galáxia e, curiosamente num planeta chamado Moabe com alta gravidade, capaz de esmagar uma pessoa sem um traje apropriado. E num cartaz de propaganda, Alam Moore resume bem a condição da mulher nos anos 80 com o seguinte dizer: Moabe vai te transformar num homem.

E não é isso, ainda que inconscientemente, o que Halo e as mulheres desejavam em décadas anteriores? O homem não seria o modelo de vigor e sucesso? Mas, esse seria o caminho? Se colocar em uma situação de pressão capaz de explodir qualquer um?

Com os anos, a mulher foi acumulando funções tentando se igualar ao homem, o qual demorou milênios para se posicionar. A mulher em pouco tempo teve que ser linda, estudante e profissional de sucesso sem abrir mão de ser esposa, mãe e dona de casa. Seria essa a decisão mais saudável?

A decisão de Moore para Jones é bem interessante e não é pessimista, mas não vou estragar o final, podem ficar tranquilos.


Assim, Halo Jones se tornou um marco para a literatura feminista, pois narra não uma saga de uma mulher perfeita que deseja e consegue salvar o mundo, mas de uma mulher como tantas outras que erra, luta, chora e ainda é capaz de sonhar.



quinta-feira, 15 de outubro de 2015

Blog com Plano de Fundo Desenhado pelo Lendário Walmir Amaral

Olá Pessoal!

A partir de hoje (15/10) o plano de fundo de nosso blog conta com desenhos exclusivos do lendário Walmir Amaral.

Tivemos a grande honra de conhecê-lo durante a inauguração da nova sede da ABRAHQ e da Gibiteca Edmundo Rodrigues, na Universidade Estácio de Sá. Walmir, além do seu indiscutível talento, é uma pessoal extremamente simpática e gentil e nos brindou com um plano de fundo exclusivo, desenhado por ele.


sexta-feira, 2 de outubro de 2015

Quadrinhos nacionais: muito bem, obrigado!

Há alguns anos atrás eu tinha sérios problemas com quadrinhos nacionais. Simplesmente não me convenciam. Tirando a vertente que sempre foi forte, o humor, com Ziraldo, Henfil, Angeli, Glauco e Laerte, via-se muito arremedos de quadrinhos americanos e com roteiros muito fracos. Na verdade, durante os anos 80 e 90, sem querer generalizar, mas já generalizando, víamos bons desenhos, mas as histórias e diálogos eram bem pueris.

Porém, para nossa sorte, a coisa mudou já tem um bom tempo. E a nova safra veio com tudo! Uma pena que ainda sejam trabalhos isolados no sentido de que, geralmente, são desenhistas que nasceram com a graça de escrever bem e bolar boas histórias, o que facilita fazer seu próprio trabalho, demonstrando como ainda é tão pouco profissional a produção de quadrinhos no Brasil, sendo rara a união de artistas sérios e engajados para a construção de uma obra, dividindo as tarefas de roteiro, arte, arte final, letras entre pessoas diferentes.

E nossa contribuição de hoje tratará exatamente disso: de alguns quadrinhos nacionais da nova geração que são imperdíveis.

Para mim, o mais incrível de todos ainda é Mesmo Delivery do Raphael Grampá, que narra a história de uma agência de entrega muito misteriosa no melhor estilo Tarantino.
Bando de Dois de Danilo Beiruth que traz uma aventura empolgante de bang bang no Cangaço brasileiro, com direito à cangaceiros, tenentes, seca e muita poeira.

Yuri: quarta feira de cinzas de Daniel Og, a qual conta a inusitada história do sujeito que morre no carnaval do Rio de Janeiro e volta, tal como um zumbi, porém totalmente consciente e, como ele diz, sem nenhuma iluminação ou mensagem ou missão divina. Numa grande reflexão sobre o estar vivo, e ainda com algumas doses de humor, uma passagem do personagem resume bem o teor da obra: “E a única coisa em comum entre eu e a cidade maravilhosa... É que nós dois estamos apodrecendo.”

E um dia me chegou por acaso Cidadão N de Danyel Lopes. Este com um tom um pouco mais infanto juvenil, mas, ainda assim, não menos brilhante e nada ingênuo, pois se refere a um menino que é capaz de ver possibilidade e que vai ajudar uma ideia desperdiçada a voltar para a inspiração numa narrativa repleta de magia com uma das ilustrações mais belas que já vi no quadrinho nacional.

E por fim, mas não menos importante, saindo do forno temos Ilhado: sonho antigo. Ele está em pré-venda, mas já chegou para nós aqui do blog e trata de uma história no melhor estilo Vertigo de um rapaz que se encontra com sonhos recorrentes que, estranhamente, parecem mais reais do que deveriam.



Boa leitura!




quinta-feira, 1 de outubro de 2015

ABRAHQ INAUGURA SUA SEDE E GIBITECA EDMUNDO RODRIGUES NA UNIVERSIDADE ESTÁCIO DE SÁ




Hoje, 01 de outubro de 2015, foi inaugurada a nova sede da Academia Brasileira de Histórias em Quadrinhos - ABRAHQ, juntamente com a "Gibiteca Edmundo Rodrigues". O novo espaço está localizado na Universidade Estácio de Sá - Campus João Uchoa (Rua do Bispo, 83 - Rio Comprido - Rio de Janeiro - RJ). 

A ABRAHQ é presidida pela escritora Agata Desmond que não mede esforços para divulgar a 9a arte tanto no Rio de Janeiro quanto em todo o Brasil. De acordo com ela várias atividades estão previstas ainda para 2015. Vamos aguardar!

A inauguração contou com presenças ilustres como a do escritor César Lotufo e do lendário desenhista Walmir Amaral, sobre quem escreveremos em breve.

Vejam algumas fotos do evento: