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domingo, 7 de fevereiro de 2016

Carnaval, HQs e Educação

Nesta época, uma interessante leitura, tanto para alunos quanto pais e professores, é a Coleção Você Sabia? (da Turma da Mônica) com a temática Carnaval.

Este gibi traz, com a temática carnaval, várias historinhas, da turma, além passatempos e curiosidades sobre o assunto.


quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

Adolfo Aizen, o pioneiro na defesa da utilização das HQs como ferramentas educacionais

O jornalista e editor russo Adolfo Aizen (* Ekaterinoslav, 10/06/1907 - † Rio de Janeiro, 1991) foi um dos maiores defensores das HQs como ferramentas educacionais. Da sua famosa fábrica de sonhos infanto-juvenis, a editora Brasil-América (EBAL), localizada no bairro carioca de São Cristóvão, saíram gibis, revistas e álbuns que encantaram brasileiros e muitos estrangeiros, de diversas faixas etárias, ao longo de cerca de 35 anos de trabalho, embora a luta desse pioneiro tenha começado bem antes da fundação da EBAL em 1945.

De acordo com Gonçalo-Junior (2004) durante muito tempo acreditou-se que Aizen era baiano, porém, a informação não é verídica. Ao que tudo indica este boato existiu para pudesse abrir a editora pois, na época, não era permitido que estrangeiros fossem proprietários de empresas ligadas ao ramo das comunicações.

Em 1933 Adolfo Aizen trabalhou na Editora “O Malho” responsável pela publicação da famosa revista O Tico-Tico. Começava assim a epopeia do presidente da Editora Grande Consórcio de Suplementos Nacionais que levaria adiante o histórico Suplemento Juvenil, lançado por Aizen em 1934, após seu retorno dos EUA, onde fez contatos com grandes empresários e empresas da indústria norte-americana dos quadrinhos, sobretudo com a King Features Syndicate (detentora dos direitos autorais de quadrinhos famosos como Flash Gordon, Jim das Selvas, Mandrake, Fantasma, dentre outros títulos).

A sua luta pela educação de jovens, por meio dos quadrinhos, teve início com a publicação, em 1948, da revista “Edição Maravilhosa”, que em seu primeiro número estampava uma adaptação da obra literária Os Três Mosqueteiros, tal qual ocorrera com a primeira edição da famosa Classics Illustrated, em outubro de 1941, nos Estados Unidos.

A Edição Maravilhosa, seguia o modelo lançado por sua irmã norte-americana, em relação ao contexto de quadrinizar grandes obras da Literatura Universal, como Moby Dick, O Morro dos Ventos Uivantes, dentre muitas outras, além de ousar, face às demais revistas do gênero, existentes em diversos países, que também seguiam o padrão da citada Classics Illustrated. Foi a primeira a valorizar a Literatura Nacional e com adaptações dos roteiristas e ilustradores da própria EBAL.

Dessa forma, obras como Mar Morto (Jorge Amado), Menino de Engenho (José Lins do Rego), Cabocla (Ribeiro Couto), A Moreninha (Joaquim Manoel Macedo), O Guarani (José de Alencar), O Navio Negreiro (Castro Alves), dentre muitas outras, também famosas, foram adaptadas e quadrinizadas por artistas como André Le Blanc (assistente do general Will Eisner), Nico Rosso, Eugênio Collonese, Pedro Anísio e Ivan W. Rodrigues.

Fonte: LOTUFO, C.A.; SMARRA, A. L. S. . Os Super-Heróis Brasileiros que Educam por Meio dos Quadrinhos. In: Nataniel dos Santos Gomes; Daniel Abrão. (Org.). Grandes Poderes Trazem Grandes Responsabilidades - Refletindo sobre o uso das Histórias em Quadrinhos em Sala de Aula. 1ed.Curitiba: Appris, 2014, v. , p. 157-176.

domingo, 17 de janeiro de 2016

Sugestão de Artigo (4)

Olá Pessoal!

Sugerimos a leitura do artigo científico "A Importância das Histórias em Quadrinhos para a Formação do Leitor" de  Adriana Ribeiro de Brito e Silva e Estela Natalina Mantovani Bertoletti.  Ele está disponível para leitura AQUI.

Abraços

sábado, 16 de janeiro de 2016

Artigo Citado em Revista Internacional

Foi com grande satisfação que recebemos a informação que nosso artigo intitulado "As Contribuições das Histórias em Quadrinhos de Maurício de Souza para Educação Ambiental" (Leia na íntegra AQUI) foi citado no artigo "The Evil Woodcutter and the Amazon Jungle: What Comics Have Taught Me About the Environment" (ALMEIDA, M.L.) publicado na revista The Popular Culture Studies Journal: MIAMI/USA. Vol 3 N. 1 & 2, 2015.

A revista "The Popular Culture Studies Journal" is a publicação oficial da Midwest Popular and American Culture Association. 


quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

Sugestão de Artigo (3)

Olá Pessoal!

Sugerimos a leitura do artigo científico "Histórias em quadrinhos e educação infantil" de José Moysés Alves e disponível para leitura AQUI.


Abraços

quarta-feira, 25 de novembro de 2015

Sugestão de Artigo (2)


Olá Pessoal!


Sugerimos a leitura do artigo científico "A Contribuição das Histórias em Quadrinhos de Super-Heróis para a Formação de Leitores Críticos " de Rafael Laytynher Silva e disponível para leitura AQUI.

Abraços

domingo, 25 de outubro de 2015

+ de 25.000 VISUALIZAÇÕES!!!!! MUITO OBRIGADO!!!!

Olá Pessoal!


No dia 20 de março de 2015, apenas sete meses atrás, criamos este Blog com a intenção de transformá-lo num canal de divulgação de informações sobre Quadrinhos e Educação. Com o apoio de vocês estamos postando variadas matérias sobre a nona arte e estamos sendo vistos em mais de 16 países, em todos os continentes.

Ao abrir o blog hoje, tivemos a grata surpresa de verificar que estávamos com mais de 25.000 visualizações

Isso nos trás grande alegria e satisfação mas também mostra a responsabilidade que temos em mantê-lo atualizado e trazer informações de relevância.

Por favor, continuem mandando emails com sugestões, notícias, críticas, etc. É a sua participação que faz este blog funcionar.

A todos leitores nosso MUITO OBRIGADO!


André Smarra, Luciano Filizola, Cesar Lotufo e Nataniel Gomes


segunda-feira, 19 de outubro de 2015

Pesquisador do NuPeQ dá Entrevista para o Jornal O Estado

O fundador e coordenador do Núcleo de Pesquisas em Quadrinhos - NuPeQ (do qual fazemos parte :)  ), Prof. Dr. Nataniel dos Santos Gomes foi entrevistado pelo Jornal O Estado (Mato Grosso do Sul) sobre "o nascimento dos quadrinhos, a transformação do gênero, o seu conteúdo político e social, o “boom” de adaptações para os cinemas, entre outros assuntos".

Parabéns Nataniel! :)

Clique AQUI e leia a entrevista na íntegra!



quinta-feira, 15 de outubro de 2015

Blog com Plano de Fundo Desenhado pelo Lendário Walmir Amaral

Olá Pessoal!

A partir de hoje (15/10) o plano de fundo de nosso blog conta com desenhos exclusivos do lendário Walmir Amaral.

Tivemos a grande honra de conhecê-lo durante a inauguração da nova sede da ABRAHQ e da Gibiteca Edmundo Rodrigues, na Universidade Estácio de Sá. Walmir, além do seu indiscutível talento, é uma pessoal extremamente simpática e gentil e nos brindou com um plano de fundo exclusivo, desenhado por ele.


sexta-feira, 24 de julho de 2015

Pequeno Príncipe ganha nova adaptação e é ilustrada com os personagens da Turma da Mônica

Depois de inúmeros sucessos com adaptações de outras obras clássicas como "Romeu e Julieta", “Alice no País das Maravilhas”, “Os Três Porquinhos”, “A Bela e a Fera”, “Sonho de Uma Noite de Verão” dentre outras, agora a turminha irá ilustrar o livro "O Pequeno Príncipe".
 A obra foi traduzida diretamente do original pela escritora Leila Villas e adaptada com ilustrações dos personagens de Mauricio de Sousa lançada e no mês de julho pela Editora Girassol. 
Vale a pena conferir!
Excelente leitura!


domingo, 12 de julho de 2015

Jerônimo - O Herói do Sertão

Criado por Moysés Weltman em 1953, Jerônimo era o mais famoso dos heróis da Rádio Nacional. Era um herói que lutava pelos fracos e oprimidos nos sertões brasileiros, montando seu cavalo Príncipe e sempre auxiliado por seu inseparável ajudante o Moleque Saci. Ganhou vida pelas mãos do lendário desenhista brasileiro, Edmundo Rodrigues e permaneceu nos quadrinhos durante 5 anos (62 edições mensais e 5 almanaques especiais). O gibi número 1 chegou às bancas em julho de 1957. Devido ao estrondoso sucesso, em menos de 48 horas, a RGE precisou colocar em circulação uma segunda edição da revista, com o dobro de exemplares.



domingo, 28 de junho de 2015

Histórias em Quadrinhos e o Ensino de Matemática

Existe uma busca por práticas educativas que precisam ser implementadas na educação formal e informal, visando a contribuir para a formação de sujeitos capazes de compreender o mundo e agir nele de forma crítica, coerente, humanizadora. Essa intenção também poderia ser enunciada como a formação da capacidade de “ler e interpretar” um mundo complexo e em constante transformação, respeitando si, ao outro, a natureza e todas as espécies (SMARRA, LOTUFO E LOPES, 2014).

Dentro deste contexto, também está o Ensino de Matemática. Dentro da matemática as histórias em quadrinhos (HQs) são  utilizadas para a elaboração de questões de provas e exercícios, para contextualizar determinados conceitos, dentre outras inúmeras possibilidades.

A utilização das HQs para o ensino da matemática aproxima o aluno da disciplina, ajuda minimizar e romper os traumas matemáticos além de contextualizar o assunto através de uma linguagem de fácil entendimento para a criança.


quinta-feira, 4 de junho de 2015

sábado, 30 de maio de 2015

Quadrinhos na Sala de Aula Universitária: Uma Lição de Antropologia Cultural

 Cada vez mais professores, de todos os segmentos, do C.A. à  Pós-Graduação, utilizam as HQs como ferramenta de ensino. Há muitos anos que integramos o coral de colegas como Luciano Filizola, Nataniel Gomes e André Smarra, que defendem   a Nona Arte como um forte instrumento de Educação.

Assim como eles, questionamos: por quê os quadrinhos NÃO podem ser considerados uma obra de arte, já que de maneira isolada, uma pintura o é e um livro também ? Por quê quando juntamos desenhos, grafismos, ilustrações   e pinturas em quadrinhos maravilhosas com textos bem articulados, antenados com as épocas em que foram escritos, deixamos de ter uma obra de arte ? Essa visão arcaica, atrasada, conservadora e etnocêntrica do século passado ainda permanece, infelizmente, em muitas cabeças, sobretudo no Brasil, apesar do reconhecimento que as HQs ganharam nos últimos anos, junto aos artistas,escritores e educadores.

Recomendamos para os que possam se interessar, a leitura de  nossos três livros sobre Quadrinhos & Educação, tão bem organizados e editados pelo Prof.Dr. Nataniel Gomes e sua equipe, "QUADRINHOS & TRANSDISCIPLINARIDADE"; "PARA O ALTO & AVANTE" e, "GRANDES PODERES TRAZEM GRANDES RESPONSABILIDADES", a fim de que percebam como esse tema é sério e já faz parte de currículos pedagógicos e de programas de pós-graduação de várias universidades.
Enquanto professor universitário da área de Antropologia NÃO podemos deixar de trabalhar com HQs. E quando o tema é  " Etnocentrismo X Relativismo Cultural " utilizamos diversas HQs de heróis e super-heróis, clássicos ou contemporâneos, para ilustrar o tema.
                 
O Almanaque de Super-Homem do ano de 1979 é um clássico do Relativismo Cultural, e por isso mesmo tornou-se uma " Edição de Colecionador ", que aliás vale uma pequena fortuna, em língua inglesa, o que já não acontece com a edição brasileira, publicada pela saudosa EBAL, do Dr. Adolfo Aizen.

No final dos anos 1970, os EUA, enfrentaram um conflito étnico terrível, em várias cidades, sobretudo Los Angeles, envolvendo boa parte da população negra e policiais. Uma violência idescritível, com mortes e destruição por todos os lado. 

O time da DC Comics lançou, na forma de almanaque anual, o famoso álbum " A luta do século para salvar a Terra: Muhammad Ali X Superman. Um dos maiores representantes da luta negra pela paz, o famoso boxeador campeão mundial, que teve o cinturão de ouro tomado pelo governo pelo fato de ter se recusado a servir na Guerra do Vietnã, Cassius Clay ( na prisão foi convertido à Religião Muçulmana e rebatizado Muhammad Ali ), enfrentou nada menos que o " defensor da Terra ", o maior ícone do povo branco e cristão norte-americano, Superman, em um ringue interplanetário, no espaço sideral, para salvar o planeta Terra, em um combate épico, com uma platéia lotada pelas principais autoridades e personalidades daquela época. Os detalhes da luta pouco importam... O combate terminou empatado e a Terra foi salva graças à união desses dois guerreiros, um dos quadrinhos e outro de carne-e-osso. Uma lição que brancos e negros norte-americanos parecem ter esquecido. Que seja realizada    uma    nova competição étnica     pela paz no    mundo,                                    organizada pelas HQs, quem sabe, agora, promovida pela Marvel Comics ?!









sexta-feira, 29 de maio de 2015

Educação e quadrinhos


Ainda fico espantado como o potencial dos quadrinhos é desperdiçado, principalmente em sala de aula, e a forma limitada e tacanha nas suas parcas aparições, limitando-se a exemplificar o uso da língua culta em manuais de gramática, usando toda a profundidade de uma Mafalda (a qual dedicarei uma postagem futura) num resumo de concordância.


Tudo bem que com os incentivos fiscais as editoras vêm investindo mais em adaptações literárias e históricas, mas que ainda são muito tímidas e que serão criadas com esse fim didático.

Logicamente, por uma questão cultural, falta know how aos professores sobre a imensa variedade de material que poderia ser explorado, mas também falta interesse de se ampliar o conhecimento sobre as grandes possibilidades.

Por que não estudar geografia citando e dando para os alunos lerem Corto Maltese? Como não falar de Calvin num estudo de psicologia infantil? No lugar de uma adaptação, porque não estudar o texto real acompanhado de um quadrinho que trata da obra, como em Sonhos de um noite de verão de Shakespeare que na versão de Neil Gaiman a obra é encomendada para uma encenação ao próprio Oberon? Ou mesmo a linda Mafalda numa aula de filosofia?

Sim, estamos engatinhando quando o assunto é o uso dos quadrinhos na educação, pois mais do que formar leitores, devemos formar cidadãos atentos e críticos com as mentes abertas para analisar, refletir e viver num mundo cada vez mais rico em referências, signos e cores.


Boa leitura!

 

quarta-feira, 22 de abril de 2015

O PAPEL DA EBAL NA CONSOLIDAÇÃO DAS HQS COMO FERRAMENTAS EDUCACIONAIS

Por

     Atualmente, educadores, de maneira geral, parecem concordar com o fato de que uma imagem associada a um texto direto, simples e explicativo favorece o processo ensino/aprendizagem. Também, aparentam assentir que a quadrinização de obras literárias nacionais e universais, além de capítulos da história (brasileira e geral), tornam mais prazerosos os momentos de estudo. Entretanto, houve uma época em que as histórias em quadrinhos eram consideradas vilãs da educação. Um dos fatores que iniciou a modificação desta imagem foi o lançamento, em 1948, pela EBAL da Revista Edição Maravilhosa, que trazia uma adaptação para os quadrinhos da obra literária Os Três Mosqueteiros, de Alexandre Dumas. Esta revista seguia o modelo de sua irmã norte-americana Classics Illustrated, já no mercado desde 1941. A EBAL, por meio do seu editor Adolfo Aizen, foi a primeira a valorizar a literatura nacional com adaptações dos roteiristas e ilustradores da própria editora. Obras como Mar Morto (Jorge Amado), A Moreninha (Joaquim Manoel Macedo), O Navio Negreiro (Castro Alves), dentre inúmeras outras, foram adaptadas e quadrinizadas. A partir da década de 1950 lançou quadrinizações memoráveis como A Bíblia em Quadrinhos, História do Brasil e Os Lusíadas. O legado da EBAL e de Adolfo Aizen é inegável diante da diversidade temática que tomou as livrarias e bancas de jornais a partir da década de 1980 e vem aumentando ainda mais nos dias de hoje. Atualmente, a variedade de temas e histórias permite que qualquer professor possa identificar materiais apropriados para serem trabalhados em sala de aula, seja qual for a faixa etária, nível de ensino ou assunto a ser tratado.


sexta-feira, 3 de abril de 2015

Publicações de André Smarra e Cesar Lotufo, sobre HQs e Educação, Ganham Destaque na Universidade Estácio de Sá

Os autores deste blog (André Smarra e Cesar Lotufo) tiveram seus trabalhos, livros e palestras divulgados no informativo "COMUNIC@ÇÃO" da Universidade Estácio de Sá - Campus Nova América. Aproveitamos para agradecer todo o apoio, carinho e confiança que a Estácio tem depositado em nós!

quarta-feira, 25 de março de 2015

Quem Deseja ser Herói? A Construção da Virtude através das Histórias em Quadrinhos

Por

Ao analisar o mito do herói, Joseph Campbell percebeu que existe uma espécie de roteiro básico, criado pelas mais diferentes culturas, ao longo dos tempos, a partir dos seus universos simbólicos. Inicialmente o herói vive de forma pacata, cumprindo suas tarefas cotidianas, até que é desafiado por um problema que afetará a sua vida e de seus entes queridos. 

Nesse momento ele teme pela sua vida com a possibilidade de enfrentar o que desconhece. Aí surge seu mestre, em geral um sábio conselheiro, que irá orientá-lo em sua luta. O desafio é aceito e ele se coloca diante do inimigo mortal, numa situação onde, certamente, será derrotado. Essa é a fase superação suprema: o herói busca força em suas entranhas vitais; lembrar-se de seu juramento de devoção e consegue derrotar o inimigo, sentindo-se recompensado pela certeza do dever cumprido. 

Permanecendo no mundo dos quadrinhos, podemos retirar muitos outros exemplos de adaptação da velha receita: o juramento do primeiro Fantasma sobre o crânio do pirata que assassinou seu pai; os conselhos do Tio Ben e a promessa do Homem Aranha no combate contra o Mal; os passos éticos da tropa de Lanternas Verdes que devem ser seguidos por Hal Jordan; o nacionalismo do guerreiro Capitão América; o nunca retornar ao cotidiano normal pelo alienígena Super-Homem. 

Não devemos esquecer, contudo, que também somos heróis, de verdade, em nossos cotidianos, ao aceitarmos os desafios que a nossa própria existência nos impõe, seja no cotidiano, conscientizando pessoas; nos hospitais, salvando vidas; no tribunal do júri, promovendo justiça; no dia a dia da notícia; entregando correspondências; plantando o alimento do amanhã; apagando incêndios, e em nossas inúmeras atividades diárias. 

Não podemos renunciar às missões que nos foram confiadas, ainda que tenhamos que viver numa teia que também é entrelaçada por hipocrisia, vaidade, egoísmo e sordidez, pois essa mesma teia também é construída com amor, respeito, solidariedade, afeto, humildade, carinho, compaixão, dedicação, justiça.