Feliz Dia das Crianças!!!!!!
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sexta-feira, 12 de outubro de 2018
+ de 60.000 ACESSOS!!!! MUITO OBRIGADO!!!!!!
Olá Pessoal!
No dia 20 de março de 2015, criamos este Blog com a intenção de transformá-lo num canal de divulgação de informações sobre Quadrinhos e Educação. Com o apoio de vocês estamos postando variadas matérias sobre a nona arte e estamos sendo vistos em mais de 16 países, em todos os continentes.
Ao abrir o blog hoje, tivemos a grata surpresa de verificar que estávamos com mais de 60.000 visualizações!
Isso nos trás grande alegria e satisfação mas também mostra a responsabilidade que temos em mantê-lo atualizado e trazer informações de relevância.
Por favor, continuem mandando emails com sugestões, notícias, críticas, etc. É a sua participação que faz este blog funcionar.
terça-feira, 2 de outubro de 2018
Colóquio Científico do Observatório de Histórias em Quadrinhos da ECA/USP
Olá Pessoal!
O Colóquio Científico do Observatório de Histórias em Quadrinhos da ECA/USP será realizado na sexta-feira, 5 de outubro de 2018, na Sala 247, do Departamento de Informação e Cultura, no 2 andar do prédio principal da ECA-USP, das 20h às 22 horas.
A ECA fica na Av. Prof. Lúcio Martins Rodrigues, 443, Cidade Universitária, Butantã, São Paulo, SP.
quinta-feira, 27 de setembro de 2018
FESTIVAL DE QUADRINHOS DE LIMEIRA
Olá Pessoal!
Nos dias 29 e 30 de setembro teremos o Festival de Quadrinhos de Limeira.
Para maiores informações clique AQUI!
Não Percam!
quinta-feira, 20 de setembro de 2018
23/09 - BATMAN DAY
Olá Pessoal!
No dia 23 de setembro teremos o "Batman Day", a partir das 15h, na Gibiteca de Santos.
Confira abaixo a programação!
domingo, 9 de setembro de 2018
UMA PRÉ-HISTÓRIA DOS CATECISMOS (ERÓTICOS): OS “TIJUANA BIBLES” NA INICIAÇÃO DE CARLOS ZÉFIRO
Olá Pessoal!
Confiram nosso trabalho publicado no XXII Congresso Nacional de Linguística e Filologia, no INSTITUTO DE LETRAS DA UNIVERSIDADE ESTADUAL DO RIO DE JANEIRO (UERJ).
Palavras-chave: Gibis. Quadrinhos eróticos. Tijuana Bibles.
Confiram nosso trabalho publicado no XXII Congresso Nacional de Linguística e Filologia, no INSTITUTO DE LETRAS DA UNIVERSIDADE ESTADUAL DO RIO DE JANEIRO (UERJ).
UMA PRÉ-HISTÓRIA DOS CATECISMOS (ERÓTICOS):
OS “TIJUANA BIBLES” NA INICIAÇÃO DE CARLOS ZÉFIRO
Cesar Augusto Lotufo (UNESA)
lotufocesar@gmail.com
Andre Luis Soares Smarra (UNESA)
andre@smarra.com.br
O presente trabalho tem por objetivo investigar como se deu a iniciação
de “Carlos Zéfiro” – Alcides Aguiar Caminha (1921-1992) –, que
elaborou as famosas HQs eróticas clandestinas, que invadiram as bancas
de jornais brasileiras entre as décadas de 1950 e 1970, época de forte
censura, sobretudo a partir de 1964, quando um golpe militar derrubou a
democracia militar e implantou um regime ditatorial, sob violenta repressão,
que vigorou até 1985. Nem mesmo o temido “Comics Code” – criado
em 1954 nos E.U.A. e que vigorou no Brasil até a década de 1970,
sob o título “Código de Ética” –, uma espécie de “camisa-de-força” sobre
a criatividade dos roteiristas e desenhistas do mundo dos gibis, na visão
de Lotufo & Smarra (2011), conseguiu limitar a expansão do imaginário
erótico de Carlos Zéfiro, que através de seus trabalhos artísticos consagradores,
causou um impacto extremamente positivo na cultura popular;
uma obra revolucionária, de fato, cuja ditadura militar não conseguiu
reprimir. Carlos Zéfiro revelou a sua identidade – um funcionário público,
casado e pai de 5 filhos e filhas –, e apresentou-se como o verdadeiro
criador dos “catecismos” – existiram muitos imitadores do artista no
Brasil -, em 1991, através de uma entrevista concedida ao jornalista Juca
Kfouri, na época diretor da revista Playboy, que registou o famoso encontro,
em sua edição de número 196. O ganhador do Troféu HQ Mix, de
1992, revelou que a sua inspiração veio dos quadrinhos românticos mexicanos
da Editormex, cujas histórias possuíam dois quadros por página,
e de fotonovelas pornográficas suecas da época. Os desenhos de Carlos
Zéfiro eram feitos diretamente sobre papel vegetal, o que permitia a
impressão direta, sem fotolito, por várias gráficas, o que por sua vez,
facilitava a falsificação. Para Gonçalo Jr. (2004 ), a obra de Carlos Zéfiro
não tem relação com os “Tijuana Bibles” – quadrinhos eróticos norteamericanos,
propagados durante as décadas de 1930 e 1950, que utilizavam
as atrizes da indústria cinematográfica de Hollywood, como Alice
Faye, Bette Davis, Esther Williams, Gracie Allen, Martha Raye e Patsy
Kelly, dentre outras –, entretanto os autores seguem outras pistas, a partir
de pesquisas do próprio Gonçalo Jr. (2010), no pequeno mundo dos
“quadrinhos sujos”, na busca da compreensão do sucesso desse artista
revolucionário que elaborou cerca de 500 novelas pornográficas-eróticas,
com um traço característico e superior aos “Tijuana Bibles”, em preto-ebranco,
no tamanho 1/4 de folha ofício, em edições de 24 a 32 páginas,
que continham um quadro por página. E foram essas HQs subversivas
que “libertaram” as gerações de nossos irmãos mais velhos, que lutavam
contra a repressão daquela época.
Palavras-chave: Gibis. Quadrinhos eróticos. Tijuana Bibles.
domingo, 2 de setembro de 2018
ANGELO AGOSTINI: UM HERÓI NA LUTA CONTRA O XENOFOBISMO
Olá pessoal!
ANGELO AGOSTINI: UM HERÓI NA LUTA CONTRA O XENOFOBISMO
Confiram nosso trabalho publicado no XXII Congresso Nacional de Linguística e Filologia, no INSTITUTO DE LETRAS DA UNIVERSIDADE ESTADUAL DO RIO DE JANEIRO (UERJ).
ANGELO AGOSTINI: UM HERÓI NA LUTA CONTRA O XENOFOBISMO
Cesar Augusto Lotufo (UNESA)
lotufocesar@gmail.com
Andre Luis Soares Smarra (UNESA)
andre@smarra.com.br
Angelo Agostini é um dos pioneiros na construção da linguagem sequencial
dos quadrinhos. Em meio às controvérsias sobre a primeira HQ do
mundo – para os norte-americanos, “The Yellow Kid”, de Richard Outcault
(1863-1928), publicado esporadicamente na revista “Truth”, entre os anos
de 1894 e 1895; para os ingleses, foi a revista “Comic Cuts”, com muito
texto e poucos quadrinhos, lançada em 17/05/1890, pelo magnata da imprensa,
Alfred Harmsworth, depois Lord Northcliffe, em Londres –, seu
primeiro personagem, o caipira “Nhô Quim”, já aparecia na revista “Vida
Fluminense”, na sua famosa aventura “Impressões de uma Viagem à Corte”,
em 30/01/1869! O impacto desse lançamento é tanto, que essa data é reservada
ao “Dia do Quadrinho Nacional”. Angelo Agostini (1843-1910), o
ítalo-brasileiro, jornalista e fundador da mundialmente conhecida “Revista
Illustrada” (1876), foi um abolicionista e republicano, que através de suas
ilustrações e HQs – Nhô Quim e Zé Caipora –, fazia sátiras aos monarquistas,
escravistas e membros da das elites brasileiras, sobretudo do cotidiano
carioca. A HQ “As Aventuras de Zé Caipora” (1883), uma espécie de Tarzan
tupiniquim, ganhou status internacional. O que poucos conhecem é a
sua luta contra o xenofobismo de nobres, “senhores de chácara” cariocas,
cidadãos brancos e cidadãos mulatos que negavam a sua negritude, que era
direcionado aos escravos africanos e aos “escravos” chineses, que começaram
a chegar ao Rio de Janeiro em 1812 e em 1819, já formavam uma colônia
de 300 pessoas. Tal fato foi registrado por Johan Moritz Rugendas
(1802-1858), em seu livro Viagem pitoresca através do Brasil, entre 1821 e
1825. Os chineses vieram para o Brasil, a fim de preencher um déficit de
escravos africanos, consequência da proibição do comércio negreiro pelos
ingleses, que consideraram tráfico. Esses chineses trouxeram a sua cultura
do plantio de chá, além de mudas e sementes, que foram plantadas, inicialmente,
na fazenda da Família Imperial, depois Jardim Botânico Real. Depois,
com a chegada de mais chineses, a Fazenda Real de Santa Cruz também
recebeu a cultura do chá, assim como as terras do Alto da Boa Vista,
que foi ligado ao Jardim Botânico Real em 1856, por uma estrada construída
por chineses. Esses chineses eram caçados, quando fugiam, e castigados
impiedosamente. Sofriam os efeitos dos preconceitos da época, norteada
pelas ideias de Arthur de Gobineau (1816-1882), o Conde de Gobineau, um
diplomata francês, racista e xenófobo ao extremo, que viveu na corte do
imperador D. Pedro II e escreveu o livro que serviu de base para as ideias
racistas de Hitler, As raças humanas, em meados do séc. XIX, onde condenava
o processo de miscigenação étnica do Brasil. Angelo Agostini lutou
furiosamente contra o ódio destilado por parte da sociedade carioca em
relação aos negros e os chineses. Mesmo depois da assinatura do Tratado de
Amizade, Comércio e Navegação, em 1881, entre o Brasil e a china, onde o
imperador D. Pedro II estava proibido de trazer chineses para o Brasil, já
que eram tratados como escravos, o comércio ilegal de chineses continuou.
Mais uma vez, desencadeou uma campanha feroz contra esse tráfico e contra
o tratamento dado aos chineses, através de seus desenhos, que tem um
complexo significado social, discutido até hoje, no campo da Semiótica. A
Revista Illustrada, tornava-se assim, um pilar relativizador, graças a linguagem
destes quadrinhos e de seus personagens, na luta contra o xenofobismo.
O seu clássico quadrinho sobre a “evolução da espécie humana”, publicado
na Revista Illustrada N.120, p. 8, de 13/07/1878, tornou-se um clássico.
Nessa ilustração, observamos um escravo africano, seguido de um camponês
chinês, e depois desse, um bem vestido cidadão branco, observados por
um indignado cidadão mulato, já que o chinês tomara o seu lugar na escala
evolutiva das culturas! Os autores do presente trabalho investigam como os
personagens 100% nacionais, de Angelo Agostini, participaram dessa luta
contra o xenofobismo e pelo fim da servidão, já que na década de 1880 os
conflitos étnicos eram comuns na Cidade do Rio de Janeiro e em outros
centros urbanos do Brasil.
Palavras-chave: Xenofobismo. Angelo Agostini. Histórias em Quadrinhos.
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