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segunda-feira, 20 de março de 2017

4a Jornada Internacional de Histórias em Quadrinhos - USP

Olá Pessoal!

Para os aficionados e pesquisadores teremos de 22 a 25 de agosto, na Escola de Comunicações e Artes da USP a 4a Jornada Internacional de Histórias em Quadrinhos.

As inscrições podem ser feitas através do site http://www2.eca.usp.br/jornadas/

Não Percam!


quarta-feira, 15 de março de 2017

LANÇAMENTOS DIGITAIS DE CONTOS E SUBURBANOS

Olá Pessoal!

Em primeira mão, diretamente do nosso grande amigo, escritor, roteirista e desenhista Paulo Chacon os lançamentos digitais de CONTOS E SUBURBANOS.

A Companhia de Quadrinhos Independentes orgulhosamente apresenta seus primeiros lançamentos para 2017:

SUBURBANOS - Volume II e CONTOS - Volume II, ambos escritos e ilustrados por Paulo Chacon.

SUBURBANOS - Volume II é totalmente dedicada aos maiores heróis do subúrbio carioca: Melecman, Broto Maravilha, Capitão Bangu, Camelô Prodígio, Pingaman e Garota do Flamengo. O grupo de super-heróis mais picareta que você já viu! E ainda, apresenta uma historinha suja da vida e a obra de Seu Corunda, um velho tarado. Este segundo volume vem recheado de humor negro e situações hilárias típicas do nosso cotidiano.

Já o segundo volume de CONTOS, apresenta as histórias Nove de Julho, A Cidade e Além da Escuridão, com o mesmo capricho e intensidade do primeiro volume de CONTOS. Em Nove de Julho, no meio da revolução paulista de 1932, a vida de um jovem casal paulista é atingida em cheio pela guerra civil: ela vai ser enfermeira e ele vai para as trincheiras. Já no conto urbano A Cidade, vemos um monstro vertical que consome todas as cores e cresce sem controle. Você vive nela e ela vive em você... unidos como tijolo e cimento... sangue e carne!

E em Além da Escuridão, a inusitada origem da lua em um conto surreal de Amor e tragédia!

As HQs já estão disponíveis no Social Comics e muito em breve serão lançadas as versões impressas. E fique atento: esse ano tem mais lançamentos da CQI!

quarta-feira, 8 de março de 2017

HOMENAGEM AO DIA INTERNACIONAL DA MULHER


Bom dia leitoras e leitores, blogueiras e blogueiros de nosso cantinho virtual de conversas sobre HQs e derivados do Mundo Nerd !!!

Faz um tempinho que nada escrevo para o nosso blog, apesar de acompanhar as postagens do André Smarra e do Luciano Filizola.

Aproveito o retorno para HOMENAGEAR o GÊNERO FEMININO, embora o Dia da Mulher seja SEMPRE, já que há tempos essas guerreiras lutam lado a lado dos homens, e chegaram mesmo a construir verdadeiros MATRIARCADOS TRIBAIS, ao longo da caminhada da humanidade sobre a Terra.

Sejam mutantes, alienígenas, semi-deusas, espiãs, ladras, justiceiras, feiticeiras, negras, brancas, indígenas, heteroafetivas, homoafetivas e detetives, as mulheres CONQUISTARAM o seu espaço nas HQs, onde, outrora, imperava o machismo, com  guerreiros dotados ou não de superpoderes, que se escondiam sob máscaras e malhas coloridas - predomínio das cores azul e vermelha -, cobertas de ceroulas / sunguinhas.
    
No início, lá na Era de Ouro, até a super Mulher Maravilha sofreu os efeitos dos preconceitos da sociedade machista, já que origem está ligada a lendária Ilha de Themyscira, onde viviam poderosas amazonas e guerreiras, isoladas do " mundo dos homens ", numa clara alusão a Ilha de Lesbos, na Grécia, onde as mulheres, de acordo com a mitologia mediterrânica, celebravam  o deus Dionísio, através de cultos e festas regadas a vinho, e essas mulheres utilizavam máscaras masculinas, já que era vedado às mulheres a participação nas festas e cultos dedicados a Apolo, o deus das " coisas certas ", retilíneas, dos homens, dos guerreiros. Desse culto a esbórnia - Dionísio é o deus do vinho, da farra, das " coisas tortas " -, veio o LESBIANISMO.  Ao ser aceita na LJA, da Era de ouro das HQs - hoje a SJA da Terra 1 -, ocupou o discreto cargo de secretária do da equipe masculina, como bem frisou Smarra, (LOTUFO & SMARRA, 2012, p. 163 - 180: " Assim fizeram os deuses, assim fazem os seres humanos: uma mitologia dos heróis ").
     
A DC Comics, ainda na Era de Ouro, deu vida a Mary Marvel (Mary Shazam), a Canário Negro, a Mulher Gavião, e a partir daí, já na Era de Prata, teve que acompanhar as mudanças sociais do Mundo pós - II Guerra Mundial. Assim, BatGirl, CatWoman, Zatanna, SuperGirl ( que já tem série própria de tv ), Ravena, Dona Troy, Relâmpago, lideraram uma revolução nas equipes de combatentes do mal e ganharam espaço em Hollywood, ao lado das heroínas da Marvel.
     
Jack Kirby e Stan Lee também contribuíram para essa revolução, via Marvel Comics, seja no conceito de família, com Sue Richards (Quarteto Fantástico), Jean Grey (A 1a. discípula do Professor Charles Xavier,  " in "  X - MEN ).  Nesse sentido " xmeniano ", Stan Lee derrubou preconceitos ao criar Tempestade, a LINDA negra semi-deusa, Iansã, um poderoso ORIXÁ da Mitologia Africana ( Religião do Candomblé ), como bem lembrou Lotufo (LOTUFO & SMARRA - op.cit.). Ainda nos X - MEN destacamos Vampira,Psylocke, Mística; nos Vingadores, Kirby & Lee mandaram bem na criação de Viúva Negra, Feiticeira Escarlate e Vilma Vespa; nos Inumanos, destacamos Medusa.
     
Ainda temos Mulher - Aranha, Mulher - Hulk, Gata Negra, Lince Negra, Cristalys, Miss Marvel, etc., etc. e tal.

Elektra, a ninja assassina deixou Matt Murdock, o Demolidor, completamente APAIXONADO; Gata Negra deu muito trabalho a Peter Parker, o Homem - Aranha; A  Mulher Maravilha deixou um monte de marmanjos da LJA e da SJA ajoelhados, que IMPLORAVAM o seu AMOR, além  de roubar a cena em Batman vs. Superman.


PARABÉNS, MENINAS SEMPRE PODEROSAS....., MÃES, IRMÃS, AMANTES, CÚMPLICES......, &........., MARAVILHOSAS !!!


sexta-feira, 3 de março de 2017

LOGAN: A JORNADA DE UM HERÓI


Assim que foi anunciado o terceiro e suposto último filme do Wolverine encarnado pelo astro Hugh Jackman o vincularam à série “O velho Logan” escrita por Mark Millar e ilustrada por Steve Mcniven por narrar uma história num futuro em que o mutante estaria mais velho e com seu fator de cura debilitado.

            Mas, com a estreia verificou-se que tirando esses dois elementos não há relação alguma entre as duas obras.

            Nos quadrinhos em razão de uma carta branca dada pela Marvel a Millar este pode narrar uma história envolvendo vários conceitos da editora num mundo em que os vilões venceram e Logan mora com sua família numa terra desolada sendo molestado por uma família de Hulks caipiras quando recebe a visita do Gavião Arqueiro já cego, mas que consegue ainda dirigir um aranhamóvel (?!) que o convida para ajuda-lo na entrega de uma misteriosa encomenda. Sendo um road movie, a história é repleta de reviravoltas em que Wolverine tenta negar e conter suas origens em razão de uma culpa que carrega enquanto é constantemente testado em uma jornada de grandes descobertas.

            Já no filme, também no futuro, os mutantes estão praticamente extintos e Logan vive como motorista de limusine, mas bastante debilitado, tentando cuidar do já idoso Charles Xavier com a ajuda de Caliban, um mutante que tem a capacidade de rastrear outros mutantes. O roteiro mistura várias referências dos quadrinhos, mas principalmente a criação dos carniceiros liderados por Donald Pierce que visam eliminar os mutantes e a introdução da X – 23, uma menina que foi criada para ser uma arma viva e que consegue fugir de seu cativeiro e agora precisa de ajuda contra seus algozes. (qualquer semelhança com nosso Logan não é mera coincidência).

            Embora, siga por um caminho distinto o filme resgata e trás para a tela o Wolverine que todo fã espera ver, taciturno e selvagem, em um roteiro muito bem construído e dramático, com alguns pontos de humor muito bem colocados para quebrar a tensão da película que, além de bastante violento (não recomendado para crianças pequenas) é bastante maduro, numa grande  homenagem ao universo mutante edificado nos cinemas que, embora com uma cronologia bastante comprometida, teve o mérito de inaugurar uma nova estética de filmes baseados em quadrinho nos cinemas.

            Com influência de filmes como Os Imperdoáveis é Shane, aqui conhecido como Os brutos também amam, sua maior homenagem na figura do herói solitário que surge a pedido de um menino para salvar uma vila de terríveis bandoleiros. Existem teorias que nesse filme tudo não passaria de imaginação do menino, demonstrando a necessidade da fantasia como veículo condutor de valores e construção do caráter, assim como o Wolverine construído pelas histórias em quadrinho e idealizado pela jovem do filme que, de certa forma existe, quando se manifesta em condutas que a ficção inspirou.

            Assim, o filme é emocionante, como já bem definido pela crítica é um drama com ação em que os personagens são muito bem construídos e toda violência serve apenas para contar uma história sobre laços, culpa e principalmente, família.


            Boa leitura e bom filme!




sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

GANDHI: UMA BIOGRAFIA EM MANGÁ


Poucas personalidades foram tão emblemáticas no século XX quanto Gandhi e muito já se escreveu e filmou sobre ele, um pacifista que muitos confundem como se fosse um líder religioso sendo que, em verdade, era um grande advogado e personagem político, que viveu para ajudar seu semelhante e libertar seu povo do domínio britânico segundo os preceitos de sua religião, o hinduísmo, que prega o respeito e o amor ao próximo.

Somando a esse acervo Kazuki Ebine nos brinda com uma competente biografia deste grande homem lançada pela Tambor Editorial, narrando desde sua juventude e passando pelos principais pontos de sua trajetória, sua luta pacífica contra o governo britânico através da desobediência civil, boicotes, greves e uma liderança repleta de carisma que em nenhum momento usa da violência.

E tudo isso sem atropelo, sendo a história narrada de forma fluida e empolgante, tornando ainda mais agradável a apresentação deste líder cujo significado segue presente até os dias de hoje.


Boa leitura!

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

HOJE É O ÚLTIMO DIA DO RESTO DA SUA VIDA... OU NÃO?


Já há algum tempo está na moda quadrinhos autobiográficos. E por esses dias me chegou às mão por meu amigo José Carlos a volumosa história da Austríaca Ulli Lust sobre suas desventuras na juventude com uma amiga numa viagem a pé até a Sicília em 1984.

            Semelhante ao modelo dos road movies, teríamos um road comic, em que a autora narra os vários perrengues em busca de liberdade e o sonho de ver o mar encontrando com personagens de todos os tipos, o que rendeu a presente obra que já ganhou alguns prêmios na Europa.

            Porém, confesso que fiquei muito confuso sobre minhas próprias impressões, pois numa postura punk as protagonistas aceitaram de bom grado se sujeitar a uma série de situações bem degradantes que, num primeiro momento aceita-se pelo desapego da juventude, até se chegar a casos de violência, como dormir na rua, admitir ter relações sexuais contra a vontade com parceiros distintos apenas para dormir debaixo de um teto, drogas, estupro e até um encontro com membros da máfia italiana.

            Com isso, numa jornada dessa natureza, eu imaginava que fosse tratada com certo humor, ainda que negro, intercalada com o absurdo das situações ou como denúncia, num diário sobre redenção. Mas, não é o que se observa. Embora, em certo momento a autora perceba sua situação de risco e volta para a segurança do lar, em nenhum momento há arrependimento pela violência que ela impôs a si mesma, dificultando muito qualquer empatia com a personagem.

            Por outro lado, tratando do tema que é nosso blog, conclui pela única forma que seria possível uma leitura da obra. Um alerta. Sim, creio que ela deve ser trabalhada nas escolas junto aos jovens numa forma de registro vivo das várias maneiras que uma pessoa de forma impensada pode se colocar em risco e se submeter à degradação moral sem que agregue qualquer valor nisso.


            Boa leitura!