Olá Pessoal!
Abraços

Depois da maturidade narrativa
dos anos 80 e o carnaval dos anos 90, na virada do milênio a Marvel decidiu
criar um selo para leitores adultos, chamado MAX, assim como a DC havia criado
a sua Vertigo. Porém, enquanto a “distinta concorrência” investia mais no
sobrenatural a casa das ideias buscava histórias mais urbanas, protagonizadas
pelo Justiceiro e Luke Cage.
Não é de hoje que me declaro fã da obra do mestre Neil
Gaiman. Embora o autor já tenha nos brindado com histórias incríveis nos
quadrinhos, como Orquídea Negra, Os Livros da Magia e Mr. Punch e na
literatura, como Stardust (o qual ganhou uma razoável versão
cinematográfica) Coraline (idem) e
Deuses Americanos, foi com Sandman que ele se firmou como grande roteirista e
revolucionou a nona arte nos anos 80 junto com Alan Moore e Frank Miller,
conforme já postamos por aqui em outrora.
Sei que esse é um blog de quadrinhos, mas gostaria de fazer
um paralelo com uma mídia muito próxima: a animação.
Sim, não é de hoje que os
quadrinhos ganham obras autobiográficas, como o celebrado Retalhos de Craig
Thompson e a obrigatória Persépolis de Marjane Satrapi e também já tivemos
histórias focando o hoje não mais tão delicado, mas relevante tema da AIDS,
como a clássica reflexão sobre o assunto pela própria Morte, irmã do Sandman,
pelas mão de Neil Gaiman e também o onipresente Maurício de Souza já trabalhou
a questão criando dois personagens, o Igor e a Vitória, que são portadores do
vírus HIV, mas poucos uniram as duas experiências como Pílulas Azuis, de Frederik Peeters.
Bem, terminado o período de
jabá e rasgação de seda de meu amigo André sobre meus humildes quadrinhos,
voltamos com nossos posts semanais. 
Uma dupla de nerds do Ceará cria um novo " streaming " para atender os fãs de histórias - em -quadrinhos. Ramon Cavalcente & George Pedrosa apresentaram seu produto, com o qual esperam atender uma demanda reprimida dos fãs das HQs, já que o mercado impresso dessas obras é caríssimo e não atende, em volume, o grande número de fãs da Nona Arte.
Olá Pessoal!
Em nosso Blog, às sextas-feiras, temos a coluna do Luciano que já tem suas centenas de leitores cativos. Entretanto, hoje (e apenas hoje) invadi este espaço por um motivo: vou escrever um pouco sobre ele.
Bem,
todos já sabemos que os quadrinhos, infelizmente, ainda é um universo
masculino, tanto de leitores como na indústria, salvo raras e bem vindas
exceções, a presença da mulher só é mais comum nas próprias histórias. Porém,
como elas são retratadas?
Há
alguns anos atrás eu tinha sérios problemas com quadrinhos nacionais.
Simplesmente não me convenciam. Tirando a vertente que sempre foi forte, o
humor, com Ziraldo, Henfil, Angeli, Glauco e Laerte, via-se muito arremedos de
quadrinhos americanos e com roteiros muito fracos. Na verdade, durante os anos
80 e 90, sem querer generalizar, mas já generalizando, víamos bons desenhos,
mas as histórias e diálogos eram bem pueris.